PRESIDENTE ANIVEC PARTICIPA NA CONFERÊNCIA "PORTUGAL QUE FAZ"



Para acompanhar Conferência, seguir esta ligação.


Presidente da ANIVEC, César Araújo, foi orador convidado num ciclo de Conferências, organizadas pelo Novo Banco em associação com a ACB - Associação Comercial de Braga.

Além das presenças habituais do presidente executivo e economista chefe da instituição financeira, António Ramalho e Carlos Andrade, respetivamente, a iniciativa conta ainda com a participação de Domingos Macedo Barbosa, presidente da ACB, Mário Jorge Machado, presidente da ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal e João Maia, diretor-geral da APICCAPS - Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos.


Presidente da ANIVEC, começou por analisar a relação entre a banca e a indústria/empresas, expressando que "o Banco do Fomento não deve concorrer com o financiamento tradicional, mas sim, introduzir novas ferramentas para dinamizar as nossas empresas. Nós não precisamos de mais um banco, precisamos sim, de um banco de fomento para dinamizar o tecido empresarial".


César Araújo, comenta ainda o panorama actual que o sector de vestuário enfrenta, sobretudo em relação às medidas de apoio do Governo, “os apoios que foram dados no inicio do ano foram de enorme necessidade, o que foi uma medida positiva do estado, principalmente por ter actuado com brevidade, o que permitiu às empresas manter-se em “ponto morto”. Muitas das empresas que se financiaram com layoff simplicado foi sobretudo, para pagar salários e o facto de este apoio não ter sido prolongado até ao final do ano, transmitiu maior insegurança ao próprios agentes económicos. Quando o layoff simplificado foi substituído pela retoma progressiva, foi a introdução de um novo processo que se revelou ainda mais complicado para as empresas, que tiveram de se adaptar a novas leis e regras, quando o regime anterior já estava interiorizado. As nossas empresas estão numa situação em que precisam de mais medidas para se manter em “ponto morto” para aguentarem até à altura que prevemos de retoma.”

O sector do vestuário é um sector exportador, que ajudou o país a recuperar da crise económica anterior, por isso, não podemos perder a nossa capacidade industrial, nem as nossas empresas durante esta pandemia, que está a provocar o colapso da economia de mercado, nomeadamente com o recolher obrigatório, não há naturalmente predisposição para o consumo. O comportamento dos consumidores não voltará aos moldes do período pré-pandemia, ainda assim, a confiança total só será reestabelecida nomeadamente através da comercialização da vacina e mesmo assim, a recuperação será tímida. No caso do vestuário, vamos precisar de quatro estações, ou seja, dois anos, se tudo correr bem, para recuperar valores de 2019.”


Independentemente do contexto particular que o mundo vive actualmente, César Araújo, alertou para problemas já existentes que prejudicaram ainda mais a posição da Europa durante este difícil período. “A globalização foi feita de uma forma desregulada e essa desregulação provocou um desequilíbrio na Europa, que se sentiu ainda mais durante a pandemia. Verificou-se que estamos reféns da Ásia, no sector do vestuário em particular, 85% de toda a roupa consumida na europa, tem proveniência asiática e para além disto, uma empresa europeia que queira exportar para China por exemplo, não lhe é permitido exportar, dado que o mercado chinês é protecionista, não apenas pelas barreiras aduaneiras, mas porque exige que todos os produtos antes de entrar em território chinês, têm de ser testados em laboratórios chineses. As trocas comerciais, por exemplo, entre UE-Ásia, na área de vestuário, apresentam dados em que a UE exporta 10 mil milhões para a Ásia e a Ásia exporta para UE mais de 100 mil milhões de euros. Tem de ser aplicada a reciprocidade dos mercados.” O Presidente da ANIVEC, reafirma que é a favor da globalização e de uma Europa mais forte, mas dada a relação existente com outros mercados, tem de haver reciprocidade. “Não há reindustrialização se não houver uma politica comercial e a UE falha neste aspecto. A Europa tem de ter uma politica comercial, para estimular a procura por proximidade e independentemente da pandemia, o mundo vai tornar-se cada vez mais próximo, as empresas vão continuar a produzir, mas para isso, precisamos de um equilíbrio maior perante o desafio da globalização e para que se torne benéfica para todos os países. A economia circular é fundamental para o desenvolvimento da nossa indústria, o maior problema é que existem produtos importados que não cumprem as regras ambientais por exemplo, dado que muitos deles têm na sua constituição produtos químicos proibidos na Europa. A UE exige regras de reciclagem na exportação, mas não aplica o mesmo na importação. A única maneira de ultrapassar esta crise, é produzir e consumir produtos feitos na Europa.”


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