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INTERCOLOR – PROPOSTA PORTUGUESA PRIMAVERA/VERÃO 2021

17/07/2019

O encontro INTERCOLOR onde foram discutidas as propostas de cor para Primavera/Verão 2021, teve lugar em Orlando, EUA, de 14 a 19 de maio último. O tema proposto pela equipa portuguesa para esta estação designa-se “WHICH WAY TO GO”.

 

A ANIVEC/APIV é o representante oficial de Portugal e o MODATEX na qualidade de entidade executora, desenvolve e apresenta a proposta portuguesa nestes encontros.

 

O anfitrião desta edição foi a Beautystreams, serviço de tendências no epicentro da comunidade global da beleza, formada por especialistas internacionais com conhecimento de vários setores especializados, como Previsão de tendências, Cosméticos, Fragrâncias, Cuidado capilar, Cuidado pessoal, Cuidados com a pele, Arte, Branding, Design e Embalagem, Sociologia.

 

A projeção da Intercolor resulta da concertação das propostas de todos os países membro e baseia-se numa análise dos contextos macro de cada país, dos valores, estilos de vida e ambientes transversais às diferentes realidades e mercados. As reuniões da Intercolor decorrem duas vezes por ano, sendo organizadas de forma rotativa entre os países membro e constituem um fórum de discussão sobre a cor.

 

A INTERCOLOR é uma organização internacional sem fins lucrativos criada em 1963 , com sede em Paris, e que conta atualmente com 17 países membro na Europa, Ásia e América: Alemanha, China, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Hungria, Indonésia, Itália, Japão, Portugal, Reino Unido, Suíça, Tailândia e Turquia.

 

A proposta Portuguesa apresentada no referido congresso pode ser consultada no website www.anivec.com, na zona reservada a Associados/Tendências, mas para aceder é necessário fazer login

 

 

“WHICH WAY TO GO”

 

 

A aceleração em que vivemos, e que certamente continuaremos a viver, não é um fenómeno novo. Provém de um cultura baseada no sucesso, poder e performance. Impomos a nós mesmo um ritmo e um ideal de identidade cada vez mais relacionado com o ser ativo e estar conectado.

 

“People talking without speaking. People hearing without listening” (The sound of silence – Simon and Garfunkel lyrics).

 

Um estado de dessincronização tal, que mais não é do que fruto da absolutização da tecnologia.

“Estamos na Rede, mas não escutamos o outro, só fazemos barulho…” - Byung-Chul Han, 2014

 

À medida que a disrupção tecnológica conduz a uma transform(ação), o ser humano vai também ganhando uma nova (auto)consciência, sendo visível num crescendo interesse pela desaceleração. O desenfreamento que nos mantém conectados e constantemente em atividade é cada vez mais contraposto por medidas drásticas, tais como o desligar dos estímulos oferecidos pelas redes socias, optar pelo silêncio, ou privilegiar a focalização em detrimento da dispersão.

 

You must close your eyes. Otherwise… you won’t see anything” – LEWIS, Caroll, Alice in Wonderland

 

Esses momentos, ainda que para alguns sejam apenas esporádicos, vão cruzando a nossa existência desvairada, permitindo-nos ajustar o ritmo à medida dos desejos e necessidades de cada um.

 

O espírito do tempo parece conter também um entendimento de que os problemas do coletivo social são os problemas de cada pessoa e, portanto, cada indivíduo deverá fazer parte da solução. Assim, ser neutro já não é política, nem socialmente correto, a alternativa passa por assumir uma opinião própria, ter uma alma e um propósito. Por conseguinte, multiplicam-se os movimentos espontâneos promovidos pela sociedade civil, não exclusivamente nas redes sociais, mas também nas ruas e na praça pública.

 

Indivíduos, instituições e empresas passam de storytellers a storymobilizers

 

Images Copyright:

 

Nuclear waste protest, Brazil 

Photo: Greenpeace

https://acervo.oglobo.globo.com/fotogalerias/ativistas-protestam-no-brasil-10224517

 

Ecozine_Earth day celebrations

http://www.ecozine.com/gallery/view/earth-day-celebrations-2014

 

Greta_Fridays for future

https://fridaysforfuture.org/

 

Greve estudantil em Lisboa, "Esta é a tomada de consciência da nossa geração"

https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/estudante-pelo-clima-esta-e-a-tomada-de-consciencia-da-nossa-geracao-10683604.html

 

Salvatore Di Nolfi/EPA, via Shutterstock

https://www.nytimes.com/2019/02/14/world/europe/uk-climate-change-student-protest.html

 

Zouri | From The Ocean_sneakers made with plastic from the ocean

https://www.zouri-shoes.com/

 

 

 

A MAD TEA PARTY

 

Houve um tempo em que a expressividade artística nos enchia os olhos, arrepiava a pele e nos transformava enquanto seres humanos. Era tamanha a sensibilidade oferecida pelo artista, as suas ideias e estética, que nos agitava a consciência.

 

Atualmente, esse ímpeto criativo proliferou em cada indivíduo. Os seus frutos são agora intrincadas e arrojadas exteriorizações de uma afirmação pessoal cuja mensagem se esgota na velocidade em que a mesma se percebe. Storytellers vorazes do consumismo e exibicionistas de egos, extravagantes para alguns, para outros apenas perfeitamente normais, mesmo que diferentes. Revelam um posicionamento estético exclusivo, que se traduz no direito de escolher e ser, independentemente de qualquer juízo externo.

 

Para tal, certamente muito contribuíram os dispositivos eletrónicos sem os quais já não vivemos, bem como os canais de comunicação da Era da Internet. Uma espécie de picadeiros onde nos expomos orgulhosamente de perfil e onde se aguarda ansiosamente por seguidores. Na fila de espera para a consagração ou para a reprovação, atropelam-se as personagens disruptivas de looks construídos com os despojos do consumismo.

 

Todavia, são também muitos os que recusam esta macedónia visual, rejeitam a exaltação dos Influencers e resistem à oralidade que abana o léxico gramatical português.

 

A determinada altura, de tanta informação tentar assimilar, compreender, justificar e sem nenhuma métrica conhecida para nos orientar, surge o desnorte e acabamos resignados perante o arbítrio do espirito dos tempos.

 

 

“…If I had a world of my own, everything would be nonsense. Nothing would be what it is, because everything would be what it isn't. And contrary wise, what is, it wouldn't be. And what it wouldn't be, it would. You see?”

“…I'm not crazy, my reality is just different than yours…”

“…But I don’t want to go among mad people," Alice remarked.

"…Oh, you can’t help that," said the Cat: "we’re all mad here. I’m mad. You’re mad."

LEWIS, Caroll, Alice in Wonderland

 

 

Paleta

 

A paleta de cores extravagantes transporta-nos para um universo colorístico excêntrico.

 

São combinações a pensar no excesso e na artificialidade que se materializam em misturas estranhas e estapafúrdias.

 

O vermelho apresenta uma tonalidade intensa, um matiz que remete para a ousadia e transmite uma espécie de sonoridade.

 

O dourado é assumidamente fabricado, revelando inclusive, algum pretensiosismo.

 

O laranja é simultaneamente espevitado, plástico, bem-disposto e brincalhão.

 

Os rosas são controversos, por serem simultaneamente maravilhosos, doces e fazerem-nos sonhar na mesma proporção da sua artificialidade.

 

Os azuis são frios e alvitram realização.

 

Pantone:

 

Flame Scarlet 18-1662 TPG | Glamour Gold 20-0033 TPM | Lacquer 20-0082 TPM | Faded Rose 18-1629 TPG | Pastel Green 13-0116 TPG | Elfin Yellow 11-0620 TPG | Oriole 17-1350 TPG | Prism Pink 14-2311 TPG | Rose Violet 17-2624 TPG | Port 19-1525 TPG | Griffin 17-5102 TPG | Skyway 14-4112 TPG | Ballad Blue 13-4304 TPG

 

 

THE TURNER OF SILENCES

 

“Quando me viam, parado e recatado, no meu invisível recanto, eu não estava pasmado. Estava desempenhado, de alma e corpo ocupados: tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude. Eu era um afinador de silêncios.

 

MIA COUTO, Jesusalém, excerto do capitulo “Eu, Mwanito, o afinador de silêncios”. Lisboa/Portugal: Editorial Caminho, 2009

 

Os estímulos sonoros são onipresentes e neste tempo que vivemos, o quotidiano é generoso, oferecendo-nos constantemente informação variada e estimulando-nos os sentidos.

 

Até aqui nada de novo, porém, a consciência individual em constante estado de alerta começa a compreender a necessidade de silêncio. Pelo que se tem vindo a assistir ao aumento da capacidade para fazer escolhas seletivas e rejeitar momentos apresentados como oportunidades, quando na realidade não passam de meros entretenimentos vazios de sentido.

O sossego contrapõe-se assim à gritaria cacofónica dos barulhos e dos pensamentos que nos inundam e nos sufocam, aos sons e ruído das máquinas e telemóveis, à parafernália de objetos que atulham gavetas e que pela sua inutilidade nunca são utilizados.

 

A materialização das preferências comunicativas numa pandemia global das imagens e a tecnologia em geral, também têm contribuído, e muito, para a mudança do que significa experimentação corpórea. Assim, na mesma proporção que o mundo digital evolui, aumentando a dimensão e campo de aplicação, desenvolve-se em cada individuo a vontade de revitalização. O que nos indica que outra necessidade: a de nos tornamos mais físicos e de nos focarmos nas fronteiras e proteção do espaço pessoal.

 

Mas trancar o mundo do lado de fora não significa voltar as costas ou ignorar, é precisamente o contrário. Trata-se de o observar de uma forma um pouco diferente e que poderá vir a ser uma chave também capaz de abrir novas formas de pensar os processos do design, bem como os produtos dai resultantes.

 

Neste contexto, a afinação revela-se como ferramenta indispensável para cada indivíduo, definir e calibrar o ritmo da sua existência.

 

 

Paleta

 

É factual a dicotomia do tempo em que vivemos.

 

A paleta remete-nos para os opostos. O ruido e a azáfama do quotidiano versus necessidade de quietude sonora e diálogo interior.

 

Os brancos despertam o lado espiritual e restabelecem o equilíbrio interior. Invocam a perfeição do silêncio e a pureza das formas.

 

O verde chá e o tom terra levam-nos até ao lado vegetal e seco do verão.

 

Já o vermelho e o azul aturquesado são cores bem diferentes. Dinâmicas e vibrantes, na paleta representam a agitação e animação da estação quente.

 

Os tons negros também sugerem dois lados contrários. Enquanto as cores Dark Shadow, e Eclipse, invocam o escuro da noite, que pressupõe o sossego do sono e o repouso, a cor Gadget Gray, revela o brilho dos produtos tecnológicos e da velocidade.

 

 

Pantone:

 

Antique White 11-0105 TPG | Blanc de Blanc 11-4800 TPG | Tea 16-0213 TPG |Lion 17-1330 TPG |Grenadine 17-1558 TPG | Vivid Blue 17-4432 TPG | Dark Shadow 19-3906 TPG | Gadget Gray 20-0013 TPM | Eclipse 19-3810 TPG

 

 

WAKE UP

 

O fim do excesso é um movimento emergente, alimentado por uma busca verdadeiramente épica para encontrar um novo tipo de consumismo, que seja compatível com a continuidade da vida neste planeta.

 

Sente-se a mudança, existem inclusive vários sinais que indicam uma poderosa viragem no capítulo da proteção do planeta.

 

Talvez como reação à apatia reinante de determinados monopólios económicos que aguardam imperturbáveis por uma solução, são cada vez mais os indivíduos que estão preocupados e inquietos.

As pessoas querem mostrar a sua indignação, mas não o fazem através dos mecanismos habituais de representação. Atuam por si próprios, movendo-os a crença de que a transformação começa dentro de cada um e é disseminada pela via do exemplo. São as ações mobilizadoras do cidadão comum, que vem para a rua protestar, que inspiram transversalmente todas as idades e extratos sociais.

 

Presenciámos um pulsar da cidadania, altamente contagiante e que estava escondido no tempo das grandes causas que agitaram a primeira metade do século XX.

 

 

Paleta

 

A paleta é assertiva na mensagem. A necessidade de tomar medidas de proteção do planeta e todos têm essa responsabilidade.

 

As cores estão alinhadas para uma comunicação forte e objetiva, portanto, a sua proveniência é clara e o seu papel no alinhamento está perfeitamente definido.

 

Três verdes de origem vegetal, mas totalmente diferentes nas suas qualidades cromáticas. Um amarelo ensolarado e otimista e um tom de areia alertam para as questões do aquecimento global. As cores beige e castanho resumem todas as cores que existem nas diferentes raças humanas. O rosa alilasado muito claro lembra as flores que brotam na primavera um pouco por todos os países do mundo.

 

 O Brick é sem dúvida um tom corajoso para uma estação quente. O laranja é uma cor intrusiva e a cor lavanda, transporta-nos para o lado espiritual.

 

 

 

Pantone:

 

Grasshopper 18-0322 TPG | Parakeet 17-5735 TPG | Fern Green 17-6153 TPG | Dandelion 13-0758 TPG | Cuban Sand 15-1314 TPG | Shell 13-1405 TPG | Pale Lilac 13-2803 TPG | Brick Red 19-1543 TPG | Sun Orange 16-1257 TPG | Sweet Lavender 16-3931 TPG | Tan 16-1334 TPG |Shopping Bag 19-1213 TPGO 

 

 

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