PORTUGAL APRESENTOU NA SUÍÇA AS PROPOSTAS DE COR PARA A ESTAÇÃO PRIMAVERA/VERÃO 2017


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O congresso da Intercolor, que reuniu especialistas em cor e em tendências de 15 países decorreu nos dias 28 e 29 de Maio, no Museu Têxtil de St. Gaal, na Suíça. Reunindo cerca de 40 convidados do sector do têxtil e do vestuário, este encontro teve como objetivo a discussão e apresentação de propostas relativas às tendências da cor para a Primavera/Verão 2017.


A ANIVEC/ APIV é o representante exclusivo de Portugal na INTERCOLOR desde 1990 e o MODATEX foi designado entidade executora, pelo que desenvolve a proposta portuguesa e representa a ANIVEC/APIV nestes encontros.


A projeção da Intercolor resulta da concertação das propostas de todos os países membros e baseia-se numa análise dos contextos macro e de cada país, dos valores, estilos de vida e ambientes transversais às diferentes realidades e mercados. As reuniões da Intercolor, que decorrem duas vezes por ano, são organizadas de forma rotativa entre os países membros e constituem um fórum de discussão para a indústria da moda e do design.


A primeira parte do congresso centrou-se na apresentação das propostas dos membros da Intercolor, tendo como base o tema “Encounter”. Após a apresentação individual por parte de cada país, foram debatidas as tendências, seguindo-se uma análise dos pontos comuns entre as várias propostas; estas tendências serão depois filtradas e compiladas num cartão de cor que será a base de inspiração para a coleção de Primavera/Verão 2017.


A proposta portuguesa


A proposta portuguesa para o Verão de 2017 baseou-se nas incertezas relativamente ao futuro e também pela redefinição de conceitos e pelas novas realidades que surgem neste tipo de contextos e que podem marcar um novo paradigma na forma como encaramos realidades/ verdades que pareciam inalteráveis.


De acordo com os autores, “atualmente estamos no lugar de todas as incertezas e o futuro parece não acontecer”:


O futuro é retratado na peça de teatro “O fim das possibilidades”, escrita por Jean-Pierre Sarrazac e em estreia mundial no Teatro Nacional São João, como uma parábola, uma série de caminhos paralelos que se vão referindo uns aos outros sucessivamente.


Este futuro acomoda temáticas culturais, artísticas e científicas que anunciam novas realidades. Uma alusão aos tempos de crise que atravessámos, mas cujo verdadeiro significado da mensagem é o oposto.


Assim, poderá ser altura de “colocar tudo em questão, discutir e abrir novos caminhos para:


A masculinidade enquanto reconfiguração social dos géneros masculino e feminino. Significa a abertura dos referenciais;


A intemporalidade é o verdadeiro sentido da palavra permanência;


São as propriedades inalteráveis das Coisas, os valores que persistem e se enquadram em qualquer realidade;


O inconstante significa assumir que a única coisa estável é a própria instabilidade.


É imperativa a mudança das trajetórias lineares para trajetó

rias oscilantes;


O natural parece uma temática repetida até à exaustão, mas é inevitável trazê-la sempre à discussão.


Não selecionar exclusivamente a partir da Natureza, mas tudo o que é inato e natural.

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